É vegano?

A Verdade Sobre Como é Produzido o Mel

Apesar de ser considerado  um alimento indispensável por muitos, existem muitas verdades escondidas. Saiba agora como é produzido o mel.

Antes de saber como é produzido o mel, precisamos saber o que é o mel, certo? Bom, resumidamente, é o resultado da reação entre as enzimas invertase e glicose oxidase com o néctar coletado, arduamente, pelas abelhas (leia mais aqui). Esse produto é obtido através de um longo trabalho de processamento do ‘mesmo’ néctar por várias abelhas. Isso mesmo, várias, porque elas vão transferindo o néctar de uma para outra, fazendo com que haja uma série de ações enzimáticas, até que chegue ao ponto de mel e seja depositado em alvéolos.

Então, uma vez depositado, ele fica armazenado até que chegue o período de “baixa de flores”, para que a colmeia possa se manter. Ou seja, se você for pensar bem, apenas o ato de retirar o resultado de todo o empenho dessas trabalhadoras já é bastante exploratório, afinal, elas precisam disso para sobreviver quando não tiver tanta flor dando sopa. Mas, infelizmente, não para por aí não. Vamos listar alguns motivos pelos quais você deveria repensar o consumo de mel?

Abelhas são seres inteligentes

Além de possuírem um sistema nervoso organizado e serem capazes de sentir dor, as abelhas também possuem inteligência. As espertinhas vivem em uma estrutura mega complexa na colmeia, com funções definidas para cada ‘casta’ e também baseadas na idade das operárias- podem trabalhar com a limpeza, nutrição das larvas, construção de favos,  segurança da colmeia e da rainha e na coleta de néctar-, mas isso não é tudo. Abelhas também podem perceber cores, odores e ruídos, além de apresentarem grande capacidade de aprendizado. Ah, tem até um estudo que mostra que abelhas conseguem entender o conceito de “zero” (veja aqui).

A extração do mel mata abelhas

Independente de manejo da colmeia e de extração do mel, sempre existirão prejuízos para as abelhas. Ainda que não se destrua total ou parcialmente a colmeia, algumas abelhas acabam inevitavelmente sendo esmagadas, pisoteadas ou perdem o ferrão tentando defender a colmeia dos apicultores (depois de perder o ferrão, elas vivem até 15 minutos) durante o manejo. Isso quando não são propositalmente mortas.

Os zangões, por exemplo, apenas têm a função de fecundar a rainha quando ainda virgem. Nesse momento, a rainha já armazena todo o esperma que necessitará pelo resto de sua vida. No entanto, os zangões continuam lá, se alimentando e vivendo da colmeia. Por essa razão, muitas vezes os apicultores optam por exterminar os zangões. O mesmo pode ocorrer à rainha quando cai a sua produção de ovos. Para manter a capacidade da colmeia, os apicultores podem matar a rainha e deixar que alguma ‘princesa’ assuma o posto ou colocar, em seu lugar, uma rainha vinda de outra colmeia. Te fez lembrar da exploração de galinhas em granjas ou de vacas na indústria de laticínios? (leia mais sobre a exploração de abelhas aqui)

Sem abelhas não sobreviveríamos

Excelentes no trabalho que desempenham, as abelhas são as mais eficientes polinizadoras existentes e responsáveis por dois terços do que comemos. Sem essas pequenas, as plantas deixariam de existir (leia mais aqui).

Sete das 25 mil espécies de abelhas já entraram em extinção. São inúmeras as hipóteses para o acontecimento. É provável que um conjunto de fatores (que envolve pesticidas, poluição e destruição do habitat) tenha causado o desaparecimento dessas espécies. Mas já não podemos nos dar ao ‘luxo’ de perder mais nenhuma. Cada abelhinha desempenha papel fundamental para o equilíbrio do planeta e, já que não há necessidade, por que continuar com essa exploração?

Mel não é tão saudável assim

Segundo estudo realizado por Susan K Raatz, sobre os efeitos metabólicos, em indivíduos tolerantes e intolerantes à glicose, do consumo de mel, sacarose e xarope de milho de alta frutose, o mel não se difere dos demais.

A pesquisa revelou que a ingestão diária de mel resulta em efeitos semelhantes nas medidas de glicemia, metabolismo lipídico e inflamação.  (estudo completo aqui)

Além disso, substitutos como o açúcar mascavo e o melado de cana, ricos em cálcio, potássio, magnésio, fósforo e vitaminas (A, D, E, C e do complexo B) podem ser até mais nutritivos que o mel.

E aí, deu para repensar? Os demais seres sencientes do nosso planeta não estão aqui para nos servir, não é verdade? Mas se você gosta demais da textura e docinho do mel, ainda pode encontrar substitutos incríveis como o melado e até o vegamel.

Aqui você encontra ainda mais informações sobre a exploração das abelhas e como é produzido o mel. Não deixe de conferir. Ah, se restar alguma dúvida, manda uma mensagem pra gente.

 

 

 

 

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